POSTS DA CATEGORIA: Economia
17maio
Pesquisa revela que novos hábitos de consumo dos brasileiros elevaram vendas via mobile commerce
Dicas e Tendências

O consumidor brasileiro está cada vez mais digital e com novos hábitos. Vivemos um momento em que o comércio eletrônico cresce, consistentemente, acima do varejo tradicional. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), espera-se um volume de vendas de quase R$ 80 bilhões em 2019, um aumento de 16% em relação a 2018.

Nesse cenário de rápidas mudanças, o estudo Panorama Mobile Time/Opinion Box – Comércio móvel no Brasil, de abril de 2019, apresenta informações sobre o comportamento do consumidor brasileiro em relação à realização de compras pelo celular, o chamado comércio móvel ou m-commerce. De acordo com a pesquisa, em apenas três anos, a proporção de internautas brasileiros que já experimentaram o comércio móvel cresceu 20 pontos percentuais, saltando de 62%, em março de 2016, para 82% em março de 2019.

Mudança de hábito

A mudança de hábito é evidente, principalmente na questão de mobilidade urbana. De acordo com o estudo, a proporção de brasileiros que já alugou uma bicicleta por meio de app foi de 7% e, entre aqueles que alugaram patinetes elétricos, 2%. Quanto ao uso de apps de corrida de carros/táxis, houve um crescimento de 21 pontos percentuais no período de 2017 a 2019: em março/2017, 50% dos brasileiros solicitou corrida de automóvel por meio de apps, e, em março/2019, a proporção aumentou para 71%.

Além da mobilidade urbana, no quesito delivery de refeições, em março/2016, 26% dos brasileiros havia solicitado uma refeição por meio de apps, em março/2019, essa proporção saltou para 58%, um crescimento de 32 pontos percentuais.

M-commerce e o setor de Casa, Decoração e Utilidades Domésticas

O uso do m-commerce está presente em todas as classes sociais, chegando a 90% nas classes A e B, e 79% nas classes C, D e E. Na média nacional, 71% compram mais pelo smartphone do que por meio do desktop/notebook. A preferência pelo smartphone é alta na região Centro-Oeste (77%), seguida das regiões Nordeste (76%), Norte (73%), Sul (73%) e Sudeste (67%).

A pesquisa identificou também uma outra característica bastante marcante, que é o uso do WhatsApp como aplicativo de comércio móvel: 61% dos consumidores móveis brasileiros já encomendaram produtos e serviços por meio desse app.

De maneira geral, o grau de satisfação do brasileiro com a experiência em comércio móvel é alto: 85% se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos. Simplicidade e comodidade de uso são características que tornam o smartphone o canal preferido para compras: a experiência do usuário é otimizada nos apps, trazendo soluções que facilitam a jornada do cliente.

Dentre as principais categorias de produtos mais adquiridos por meio do comércio móvel estão Roupas, Eletrônicos e Refeições. O setor de Utilidades Domésticas aparece em 9ª posição, sendo comprado por 27% dos consumidores.

Dia das Mães

Um exemplo prático do crescimento do comércio eletrônico é o caso do Dia das Mães de 2019 que registrou faturamento de R$ 2,2 bilhões, uma alta de 5% na comparação com 2018 (R$ 2,09 bilhões), segundo levantamento da Ebit|Nielsen. O número de pedidos aumentou 20%, para 5,5 milhões, enquanto o tíquete médio registrou retração de 12%, para R$ 402.

O período do Dia das Mães pode corresponder a até 3,6% do faturamento do e-commerce em 2019, sendo a segunda data comemorativa mais importante para o calendário do varejo nacional (perde apenas para Natal, que compreende Black Friday).

Casa e Decoração foi terceira principal categoria em termos de faturamento, ficando atrás de Eletrodomésticos e Telefonia/Celulares.

Fontes: Panorama Mobile Time/Opinion Box – Comércio móvel no Brasil – abril de 2019 e Ebit|Nielsen

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16maio
O empresariado versus o eSocial, a necessidade de evolução e adaptação
Artigos

Nos últimos 20 anos a humanidade promoveu mais transformações do que nos 200 anos anteriores, o cenário global vem se demonstrando cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo, criando e extinguindo oportunidades de negócio, modas e tendências, gostos e necessidades que tornam desafiador acompanhar.

Aquilo que deu certo no passado não necessariamente dará no futuro, pois o mundo exige que seu planejamento seja repensado, seus resíduos sejam reduzidos, possibilidades de perdas recusadas, materiais reutilizados, que seu negócio seja reciclado, constantemente.

Nossa sociedade acompanha essas mudanças e impulsiona a evolução das instituições, pois riscos que eram aceitos no passado se tornam inaceitáveis, pense no que aconteceu com o cigarro, o não uso do cinto de segurança, no refrigerante e no descarte de plástico.

Alguns teóricos afirmam que estamos em um ponto de transição de uma sociedade industrial para a “sociedade do conhecimento”, isso significa que aquele cenário simples controlável, previsível, estável, vem perdendo espaço pro atual, como citamos. Empresas deixam de funcionar como relógios, onde cada empregado é uma engrenagem, com repetição de tarefas ao longo do tempo, sempre igual.

Hoje, as empresas precisam funcionar como um sistema dinâmico, adaptável, evolutivo, interativo, que evolua sem parar; o colaborador agora é parte indivíduo, mas também parte de um todo, sensível, interativo, que troca experiências e ideias e oferece soluções, preocupado com seu papel individual nos resultados da equipe, atento à sua qualidade de vida, em especial no ambiente de trabalho, aos seus deveres e direitos.

Tudo isso nos leva a refletir sobre a convergência entre os resultados das empresas e a saúde e segurança no trabalho, uma vez que precisamos continuar gerando cada vez mais resultados, mas com cada vez menos impactos negativos a vida dos colaboradores, em responsabilidades trabalhistas e desafios de mercado. O Brasil é o 4º no ranking de acidentes de trabalho no mundo (OIT 2018).

Acidentes de trabalho, dentre outros fatores que desaceleram a economia do país, numa sobrecarga adicional aos cofres da previdência social, com pagamento de afastamentos e aposentadorias por invalidez. Esta realidade, e sua necessidade de mudança, levou o Estado a propor um profunda mudança nas dinâmicas de prestação de contas, de obrigações trabalhistas, junto ao fisco, o eSocial.

Este é um dos assuntos mais pautados por empresários, desde a reforma trabalhista e a necessária reforma da previdência. Seu cronograma de implantação do sistema de escrituração digital (SPED) está em andamento desde 2018, para grandes empresas (em verde); o último “pacote de eventos” que passará a ser transmitido, a partir de julho/2019, para empresas de grande porte, conforme o cronograma, será o de Segurança e Saúde do Trabalho (SST).

Desafios

O principal desafio das transmissões de dados ao eSocial estão ligados à mudança de cultura e/ou conhecimento e aplicação das leis em vigor.

Isso porque este sistema de escrituração digital conta com um poderoso computador (o T-rex) e um poderoso software (a Harpia) que compõem uma inteligência artificial que monitorará o comportamento desses dados enviados (ou não).

Estes “fiscais que nunca dormem” (ou Robô) identificarão, com base no que a própria empresa enviou, não conformidades já passíveis (pelo rigor legal) de sanções administrativas e legais.

Este é o chamado “sistema de autodenúncia”; sinal que já estamos entrando na era cognitiva no campo das fiscalizações.

Para grandes empresas

Outros desafio, ligado às grandes empresas, está sendo portar base de dados atual, gerada por sistemas incompatíveis (um usado pelo RH/DP e outro pelo SESMT) em uma database única para as transmissões. Um trabalho homérico, em especial pelas mudanças de layout que repetidamente tivemos desde 2017.

Para médias e pequenas empresas

Às empresas de menor porte, que não utilizam sistemas de gestão, mas o fazem com auxílio do colaborador do RH, o desafio está principalmente ligado a traduzir para os eventos do eSocial as ações de SST que vem tomando, ou mesmo que passará a tomar.

Empresas passarão a lidar com suas obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas em uma linguagem estabelecida por esses SPED, onde a empresa deverá contar sua história de ações preventivas, do monitoramento da saúde do trabalhador, desde a sua contratação ao seu desligamento; das medidas de controle de riscos ambientais, desde entrega de equipamentos de proteção individual (EPI) aos de proteção coletiva (EPC) instalados no ambiente de trabalho.

Saber lidar com essas mudanças poderá reverter todo esse desafio em diferencial estratégico para os empresários, tudo depende de como será encarada e explorada as oportunidades que um sistema de gestão de segurança e saúde do trabalho tem a oferecer, assunto que trataremos em nosso próximo artigo. Até lá!

Por Thiago Moreno – consultor QSMS-R, MAINP Solutions

LinkedIn – https://www.linkedin.com/in/thiagomoreno/

Site MAINP – https://mainp.com.br/

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07maio
Tendências do consumidor de supermercados: itens de decoração e UD estão entre os mais comprados pela internet
Economia

A pesquisa “Tendências do Consumidor em Supermercados 2018/2019” da Associação Paulista de Supermercados (APAS), conduzida pelo IBOPE Inteligência, revela o perfil do consumidor brasileiro, que vive a era do omnichannel. Ainda que voltada para os supermercados, os resultados da pesquisa também indicam comportamentos sobre artigos de casa e decoração, público-alvo da ABCasa.

O estudo, que ouviu mais de 2.000 brasileiros acima de 16 anos, representando um universo de 162 milhões de pessoas de diferentes classes sociais e idades, mostra que nos quatro cantos do Brasil o setor de vendas está diante de um consumidor multicanal.

Pesquisa de preços

Mesmo em plena era digital, o estudo ainda mostra que 56% das pessoas utilizam os tradicionais folhetos e jornais impressos para pesquisar os preços de suas compras – o percentual sobe para 60% na região Centro-Oeste do país. Quase empatadas com a internet, estão as pesquisas realizadas pelo aplicativo de celular, com 28% do total. A preferência quase não se distingue por classe social – os aplicativos concentraram 28% das respostas na classe A e 29% nas classes C1, C2, D e E.

“Vemos um potencial incrível na internet e nos aplicativos, que representam uma parcela significante da população. Estar presente no mundo online é fator obrigatório para o sucesso”, orienta Ronaldo dos Santos, presidente da APAS.

Compras pela internet

A pesquisa aponta que 15% dos consumidores brasileiros já fazem suas compras de produtos pela internet. Esta preferência atinge 19% na classe A e, na classe C1, 16%. Homens e mulheres estão praticamente empatados, com 15% e 14%, respectivamente, e este hábito é mais frequente entre jovens de até 24 anos – 18%, ante 10% dos com 55 anos ou mais. “Sem dúvida esse resultado mostra um consumidor que busca preço e conveniência”, afirma o economista da APAS, Thiago Berka.

Dentre os itens prediletos nas compras no formato online, a liderança fica por conta de produtos de higiene pessoal e beleza, com 57%. Se levadas em consideração todas as classes e gêneros, a classe B1 (69%) e as mulheres (61%) são os públicos que mais gostam de comprar essa categoria pela internet.

Logo em seguida aos produtos de higiene pessoal e beleza, surgem as compras de itens de decoração e utilidades domésticas (50%). Observando cada região do país, o consumidor da região Sul é líder na compra online de produtos de decoração e utilidades (59%).

Para o economista da APAS, o consumidor mais informado e com mais acesso quer mais por menos, com muita conveniência. Berka afirma que, se o varejista quer manter o seu tíquete médio na média geral, terá que investir no universo online. “Caso contrário, há um sério risco de ter uma redução no número de clientes comprando. Apenas fazer promoções com redução de preços não vai resolver o problema”, alerta.

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02maio
Vendas online devem crescer no Dia das Mães, com destaque para artigos para casa
Economia

O Dia das Mães, comemorado em 12 de maio em 2019, deve começar a contribuir para um aumento de tráfego e de vendas no e-commerce já nas duas semanas que antecedem a data. De acordo com levantamento da Criteo, esta edição deve seguir tendências parecidas com as registradas em 2018.

No ano passado, cerca de 14 dias antes da data, as categorias mais impactadas foram “moda”, “artigos para casa” e “grandes varejistas”. Elas registraram, respectivamente, alta de 27%, 17% e 11% nas taxas de conversão.

“Artigos para casa” deve registrar um grande impacto nesta edição, já que produtos da categoria tendem a ficar entre os mais populares para presentear.

No ano passado, as vendas online tiveram seu ápice nos quatro dias anteriores à celebração, com aumento de mais de 50% em comparação com a média de abril. Cinco dias antes do evento, o tráfego cresceu 21%.

“Estamos próximos de uma das datas mais importantes para o varejo no primeiro semestre e uma boa estratégia será fundamental para aproveitar todo o seu potencial. Para essas duas semanas que antecedem é importante investir na otimização dos canais mobile, em ferramentas de produtos patrocinados, retargeting e anúncios paid display para impactar o cliente no momento certo, gerando conversão. Lembrando que o ideal é traçar estratégias omnichannel que acompanhem o consumidor por toda a jornada de compra”, sugeriu Alessander Firmino, diretor-geral da Criteo para o Brasil e América Latina.

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09abr
CNC projeta alta de 1,5% para as vendas da Páscoa contra 2% de 2018
Economia

A Páscoa terá, este ano, a terceira alta consecutiva nas vendas do varejo, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O aumento previsto é de 1,5% em relação ao ano passado, quando o faturamento cresceu 2%. As vendas devem atingir R$ 2,4 bilhões em todo o país.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, disse que a expectativa para a data está condizente com o nível de atividade atual da economia, “com o nível de consumo e com desemprego ainda alto”.

Observou que essa data, que costuma impulsionar o crescimento das vendas do comércio, este ano vai dar um “empurrãozinho muito pequeno, porque o nível de desemprego ainda está muito alto”.

Outro fator que atrapalha as vendas da Semana Santa deste ano é a alta do dólar nos últimos meses. Com isso, produtos como ovos de Páscoa e chocolates em geral, azeite e pescado, ao contrário do ano passado, este ano mostram preços mais salgados, devido ao dólar. “Isso tende a atrapalhar um pouco as vendas da Páscoa”, disse Bentes.

O fator principal para o economista-chefe da CNC, entretanto, é a dificuldade de retomar a capacidade de consumo no ambiente de desemprego alto.

“Acho que isso está por trás desse número decepcionante das vendas de Páscoa”. O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010. O economista lembrou que esse foi um outro momento da economia, quando o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) evoluiu 7,5%.

Temporários

Bentes destacou que a expectativa de crescimento do PIB este ano está em torno de 2% e tende a dar o ritmo da economia. “Com o mercado de trabalho fraco do jeito que está, o comércio paga a conta nas datas comemorativas, através de altas bem modestas no faturamento real. E isso acaba atrapalhando até a expectativa de contratação de temporários”, afirmou.

A pesquisa da CNC projeta contratação de 10,7 mil trabalhadores temporários na Páscoa em todo o país, abaixo do número do ano passado (10,8 mil), devido ao ambiente incerto na economia, que acaba fazendo com que o varejista invista pouco em contratações este ano.
O salário médio de admissão no varejo deverá ser de  R$ 1.267, alta de 5,9% em comparação à Páscoa de 2018.

O economista explicou que, historicamente, cerca de 12% dos trabalhadores temporários acabam efetivados depois da Páscoa em hipermercados e lojas especializadas.

Em termos de vendas, a Páscoa é a quinta data comemorativa do varejo nacional e uma das mais afetadas pela variação do câmbio. As outras são o Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia das Crianças.

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04abr
Governo lança Câmara Brasileira da Indústria 4.0
Economia

Os ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Economia (ME) lançaram nesta quarta-feira (3), em Brasília, a Câmara Brasileira da Indústria 4.0. O colegiado é formado por representantes do governo, de empresas e da academia e será responsável pela criação de uma política nacional voltada às indústrias inteligentes.

Na cerimônia de lançamento, o secretário-executivo do MCTIC, Júlio Semeghini, destacou a importância da integração entre os setores público, privado e acadêmico que participam da Câmara da Indústria 4.0. “Esse governo tem trabalhado junto, com união. Toda essa integração colocada à disposição desse projeto vai ser muito importante. Os desafios são grandes e as oportunidades são enormes”.

Júlio Semeghini ressaltou que a expansão da indústria 4.0 requer medidas como viabilizar infraestrutura e levar banda larga para mais de 2 mil cidades do Brasil. “O governo tem uma grande responsabilidade neste momento e está atento a isso. É preciso permitir que os pequenos, médios e grandes operadores de todo o país participem desse processo de inovação e de oportunidades que virão”.

O conceito de indústria 4.0, também conhecida como manufatura avançada ou quarta revolução industrial, engloba inovações no campo da automação e utiliza tecnologias como a Internet das Coisas e a computação em nuvem, por exemplo. O mercado traz como oportunidades a criação de novos modelos de negócio e o aumento da produtividade, com suporte da ciência, tecnologia e inovação.

A Câmara Brasileira da Indústria 4.0 vai integrar iniciativas de indústrias inteligentes em vigor ou que poderão ser desenvolvidas no país, para aumentar a competitividade da produção industrial. Para isso, terá quatro grupos de trabalho focados em apresentar soluções nos seguintes eixos: Desenvolvimento Tecnológico e Inovação; Capital Humano; Cadeias Produtivas e Desenvolvimento de Fornecedores; Regulação, Normalização Técnica e Infraestrutura.

Economia

Para o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, a câmara é um exemplo de colaboração e vai acelerar a implantação da indústria 4.0 no país, que representa também uma nova economia. “Temos uma grande oportunidade. A maioria das empresas no Brasil ainda está na segunda revolução industrial e pode saltar diretamente para a quarta revolução”.

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, afirmou que a indústria 4.0 vai interligar diferentes setores da economia, como agricultura e transporte, mas também dar mais poder a pequenas e médias indústrias. “Essa indústria vai introduzir novas maneiras de fazer as coisas. Nosso papel é facilitar e criar a infraestrutura para que isso aconteça. Parte disso passa pela oferta de crédito”.

Requalificação

Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira, destacou que a quarta revolução industrial vai demandar uma requalificação maciça de toda a mão de obra. “Esse é o grande desafio. Precisamos de gente qualificada para atender à demanda dessa nova indústria”.

Os estudos para a criação da Câmara Brasileira da Industria 4.0 começaram em 2015. Desde então, o MCTIC e o extinto Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, hoje integrado ao ME, têm promovido workshops e dialogado com vários atores do mercado, o que produziu diretrizes para o “Plano de CT&I para Manufatura Avançada no Brasil – ProFuturo” e a “Agenda Brasileira para a Indústria 4.0”, com diagnósticos e recomendações para promover a manufatura avançada no Brasil.


Grupo

A criação da Câmara Brasileira da Indústria 4.0 conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação de Empresas de Desenvolvimento Tecnológico Nacional e Inovação (P&D BRASIL), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Associação Nacional dos. Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), e Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII).

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