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16maio
O empresariado versus o eSocial, a necessidade de evolução e adaptação
Artigos

Nos últimos 20 anos a humanidade promoveu mais transformações do que nos 200 anos anteriores, o cenário global vem se demonstrando cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo, criando e extinguindo oportunidades de negócio, modas e tendências, gostos e necessidades que tornam desafiador acompanhar.

Aquilo que deu certo no passado não necessariamente dará no futuro, pois o mundo exige que seu planejamento seja repensado, seus resíduos sejam reduzidos, possibilidades de perdas recusadas, materiais reutilizados, que seu negócio seja reciclado, constantemente.

Nossa sociedade acompanha essas mudanças e impulsiona a evolução das instituições, pois riscos que eram aceitos no passado se tornam inaceitáveis, pense no que aconteceu com o cigarro, o não uso do cinto de segurança, no refrigerante e no descarte de plástico.

Alguns teóricos afirmam que estamos em um ponto de transição de uma sociedade industrial para a “sociedade do conhecimento”, isso significa que aquele cenário simples controlável, previsível, estável, vem perdendo espaço pro atual, como citamos. Empresas deixam de funcionar como relógios, onde cada empregado é uma engrenagem, com repetição de tarefas ao longo do tempo, sempre igual.

Hoje, as empresas precisam funcionar como um sistema dinâmico, adaptável, evolutivo, interativo, que evolua sem parar; o colaborador agora é parte indivíduo, mas também parte de um todo, sensível, interativo, que troca experiências e ideias e oferece soluções, preocupado com seu papel individual nos resultados da equipe, atento à sua qualidade de vida, em especial no ambiente de trabalho, aos seus deveres e direitos.

Tudo isso nos leva a refletir sobre a convergência entre os resultados das empresas e a saúde e segurança no trabalho, uma vez que precisamos continuar gerando cada vez mais resultados, mas com cada vez menos impactos negativos a vida dos colaboradores, em responsabilidades trabalhistas e desafios de mercado. O Brasil é o 4º no ranking de acidentes de trabalho no mundo (OIT 2018).

Acidentes de trabalho, dentre outros fatores que desaceleram a economia do país, numa sobrecarga adicional aos cofres da previdência social, com pagamento de afastamentos e aposentadorias por invalidez. Esta realidade, e sua necessidade de mudança, levou o Estado a propor um profunda mudança nas dinâmicas de prestação de contas, de obrigações trabalhistas, junto ao fisco, o eSocial.

Este é um dos assuntos mais pautados por empresários, desde a reforma trabalhista e a necessária reforma da previdência. Seu cronograma de implantação do sistema de escrituração digital (SPED) está em andamento desde 2018, para grandes empresas (em verde); o último “pacote de eventos” que passará a ser transmitido, a partir de julho/2019, para empresas de grande porte, conforme o cronograma, será o de Segurança e Saúde do Trabalho (SST).

Desafios

O principal desafio das transmissões de dados ao eSocial estão ligados à mudança de cultura e/ou conhecimento e aplicação das leis em vigor.

Isso porque este sistema de escrituração digital conta com um poderoso computador (o T-rex) e um poderoso software (a Harpia) que compõem uma inteligência artificial que monitorará o comportamento desses dados enviados (ou não).

Estes “fiscais que nunca dormem” (ou Robô) identificarão, com base no que a própria empresa enviou, não conformidades já passíveis (pelo rigor legal) de sanções administrativas e legais.

Este é o chamado “sistema de autodenúncia”; sinal que já estamos entrando na era cognitiva no campo das fiscalizações.

Para grandes empresas

Outros desafio, ligado às grandes empresas, está sendo portar base de dados atual, gerada por sistemas incompatíveis (um usado pelo RH/DP e outro pelo SESMT) em uma database única para as transmissões. Um trabalho homérico, em especial pelas mudanças de layout que repetidamente tivemos desde 2017.

Para médias e pequenas empresas

Às empresas de menor porte, que não utilizam sistemas de gestão, mas o fazem com auxílio do colaborador do RH, o desafio está principalmente ligado a traduzir para os eventos do eSocial as ações de SST que vem tomando, ou mesmo que passará a tomar.

Empresas passarão a lidar com suas obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas em uma linguagem estabelecida por esses SPED, onde a empresa deverá contar sua história de ações preventivas, do monitoramento da saúde do trabalhador, desde a sua contratação ao seu desligamento; das medidas de controle de riscos ambientais, desde entrega de equipamentos de proteção individual (EPI) aos de proteção coletiva (EPC) instalados no ambiente de trabalho.

Saber lidar com essas mudanças poderá reverter todo esse desafio em diferencial estratégico para os empresários, tudo depende de como será encarada e explorada as oportunidades que um sistema de gestão de segurança e saúde do trabalho tem a oferecer, assunto que trataremos em nosso próximo artigo. Até lá!

Por Thiago Moreno – consultor QSMS-R, MAINP Solutions

LinkedIn – https://www.linkedin.com/in/thiagomoreno/

Site MAINP – https://mainp.com.br/

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02maio
Vendas online devem crescer no Dia das Mães, com destaque para artigos para casa
Economia

O Dia das Mães, comemorado em 12 de maio em 2019, deve começar a contribuir para um aumento de tráfego e de vendas no e-commerce já nas duas semanas que antecedem a data. De acordo com levantamento da Criteo, esta edição deve seguir tendências parecidas com as registradas em 2018.

No ano passado, cerca de 14 dias antes da data, as categorias mais impactadas foram “moda”, “artigos para casa” e “grandes varejistas”. Elas registraram, respectivamente, alta de 27%, 17% e 11% nas taxas de conversão.

“Artigos para casa” deve registrar um grande impacto nesta edição, já que produtos da categoria tendem a ficar entre os mais populares para presentear.

No ano passado, as vendas online tiveram seu ápice nos quatro dias anteriores à celebração, com aumento de mais de 50% em comparação com a média de abril. Cinco dias antes do evento, o tráfego cresceu 21%.

“Estamos próximos de uma das datas mais importantes para o varejo no primeiro semestre e uma boa estratégia será fundamental para aproveitar todo o seu potencial. Para essas duas semanas que antecedem é importante investir na otimização dos canais mobile, em ferramentas de produtos patrocinados, retargeting e anúncios paid display para impactar o cliente no momento certo, gerando conversão. Lembrando que o ideal é traçar estratégias omnichannel que acompanhem o consumidor por toda a jornada de compra”, sugeriu Alessander Firmino, diretor-geral da Criteo para o Brasil e América Latina.

Participe da primeira edição da Natal & Festas da ABCasa, promovida pela ABCasa. A feira oficial do setor será realizada de 30 de maio a 2 de junho, no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo (SP). A Natal & Festas lhe colocará em contato com as maiores empresas do segmento, além de revelar as principais tendências e lançamentos do país e do mundo. A estrutura terá o mesmo padrão de atendimento e serviços da ABCasa Fair. Faça o seu credenciamento agora mesmo pelo site https://abcasanatalefestas.com.br/credenciamento/.

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09abr
CNC projeta alta de 1,5% para as vendas da Páscoa contra 2% de 2018
Economia

A Páscoa terá, este ano, a terceira alta consecutiva nas vendas do varejo, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O aumento previsto é de 1,5% em relação ao ano passado, quando o faturamento cresceu 2%. As vendas devem atingir R$ 2,4 bilhões em todo o país.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, disse que a expectativa para a data está condizente com o nível de atividade atual da economia, “com o nível de consumo e com desemprego ainda alto”.

Observou que essa data, que costuma impulsionar o crescimento das vendas do comércio, este ano vai dar um “empurrãozinho muito pequeno, porque o nível de desemprego ainda está muito alto”.

Outro fator que atrapalha as vendas da Semana Santa deste ano é a alta do dólar nos últimos meses. Com isso, produtos como ovos de Páscoa e chocolates em geral, azeite e pescado, ao contrário do ano passado, este ano mostram preços mais salgados, devido ao dólar. “Isso tende a atrapalhar um pouco as vendas da Páscoa”, disse Bentes.

O fator principal para o economista-chefe da CNC, entretanto, é a dificuldade de retomar a capacidade de consumo no ambiente de desemprego alto.

“Acho que isso está por trás desse número decepcionante das vendas de Páscoa”. O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010. O economista lembrou que esse foi um outro momento da economia, quando o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) evoluiu 7,5%.

Temporários

Bentes destacou que a expectativa de crescimento do PIB este ano está em torno de 2% e tende a dar o ritmo da economia. “Com o mercado de trabalho fraco do jeito que está, o comércio paga a conta nas datas comemorativas, através de altas bem modestas no faturamento real. E isso acaba atrapalhando até a expectativa de contratação de temporários”, afirmou.

A pesquisa da CNC projeta contratação de 10,7 mil trabalhadores temporários na Páscoa em todo o país, abaixo do número do ano passado (10,8 mil), devido ao ambiente incerto na economia, que acaba fazendo com que o varejista invista pouco em contratações este ano.
O salário médio de admissão no varejo deverá ser de  R$ 1.267, alta de 5,9% em comparação à Páscoa de 2018.

O economista explicou que, historicamente, cerca de 12% dos trabalhadores temporários acabam efetivados depois da Páscoa em hipermercados e lojas especializadas.

Em termos de vendas, a Páscoa é a quinta data comemorativa do varejo nacional e uma das mais afetadas pela variação do câmbio. As outras são o Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia das Crianças.

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04abr
Governo lança Câmara Brasileira da Indústria 4.0
Economia

Os ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Economia (ME) lançaram nesta quarta-feira (3), em Brasília, a Câmara Brasileira da Indústria 4.0. O colegiado é formado por representantes do governo, de empresas e da academia e será responsável pela criação de uma política nacional voltada às indústrias inteligentes.

Na cerimônia de lançamento, o secretário-executivo do MCTIC, Júlio Semeghini, destacou a importância da integração entre os setores público, privado e acadêmico que participam da Câmara da Indústria 4.0. “Esse governo tem trabalhado junto, com união. Toda essa integração colocada à disposição desse projeto vai ser muito importante. Os desafios são grandes e as oportunidades são enormes”.

Júlio Semeghini ressaltou que a expansão da indústria 4.0 requer medidas como viabilizar infraestrutura e levar banda larga para mais de 2 mil cidades do Brasil. “O governo tem uma grande responsabilidade neste momento e está atento a isso. É preciso permitir que os pequenos, médios e grandes operadores de todo o país participem desse processo de inovação e de oportunidades que virão”.

O conceito de indústria 4.0, também conhecida como manufatura avançada ou quarta revolução industrial, engloba inovações no campo da automação e utiliza tecnologias como a Internet das Coisas e a computação em nuvem, por exemplo. O mercado traz como oportunidades a criação de novos modelos de negócio e o aumento da produtividade, com suporte da ciência, tecnologia e inovação.

A Câmara Brasileira da Indústria 4.0 vai integrar iniciativas de indústrias inteligentes em vigor ou que poderão ser desenvolvidas no país, para aumentar a competitividade da produção industrial. Para isso, terá quatro grupos de trabalho focados em apresentar soluções nos seguintes eixos: Desenvolvimento Tecnológico e Inovação; Capital Humano; Cadeias Produtivas e Desenvolvimento de Fornecedores; Regulação, Normalização Técnica e Infraestrutura.

Economia

Para o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, a câmara é um exemplo de colaboração e vai acelerar a implantação da indústria 4.0 no país, que representa também uma nova economia. “Temos uma grande oportunidade. A maioria das empresas no Brasil ainda está na segunda revolução industrial e pode saltar diretamente para a quarta revolução”.

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, afirmou que a indústria 4.0 vai interligar diferentes setores da economia, como agricultura e transporte, mas também dar mais poder a pequenas e médias indústrias. “Essa indústria vai introduzir novas maneiras de fazer as coisas. Nosso papel é facilitar e criar a infraestrutura para que isso aconteça. Parte disso passa pela oferta de crédito”.

Requalificação

Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira, destacou que a quarta revolução industrial vai demandar uma requalificação maciça de toda a mão de obra. “Esse é o grande desafio. Precisamos de gente qualificada para atender à demanda dessa nova indústria”.

Os estudos para a criação da Câmara Brasileira da Industria 4.0 começaram em 2015. Desde então, o MCTIC e o extinto Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, hoje integrado ao ME, têm promovido workshops e dialogado com vários atores do mercado, o que produziu diretrizes para o “Plano de CT&I para Manufatura Avançada no Brasil – ProFuturo” e a “Agenda Brasileira para a Indústria 4.0”, com diagnósticos e recomendações para promover a manufatura avançada no Brasil.


Grupo

A criação da Câmara Brasileira da Indústria 4.0 conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação de Empresas de Desenvolvimento Tecnológico Nacional e Inovação (P&D BRASIL), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Associação Nacional dos. Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), e Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII).

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20mar
E-commerce além da loja virtual: utilizando o Instagram como ferramenta de publicidade e venda
Economia

Já faz algum tempo que as redes sociais deixaram de ser apenas plataformas de interação entre usuários e passaram a ser grandes veículos de campanhas de publicidade e vendas.

Por isso, a presença das empresas nessas redes, com um perfil de qualidade, fotos boas e linguagem adequada, deixou de ser apenas obrigatória e passou a ser requisito básico para quem quer conquistar o público presente na Internet ou expandir suas vendas online.

Aplicativos como Facebook, Instagram e Pinterest servem como plataformas de pesquisa para internautas descobrirem tendências, produtos e estilos de todas as partes do mundo. E as empresas precisam estar prontas para serem descobertas pelo público e deixarem uma boa impressão. Uma pesquisa realizada pelo Facebook aponta que os usuários do Instagram enxergam marcas que possuem contas na rede social como populares (78%), criativas (77%), divertidas (76%) e relevantes (74%).

Hoje, as principais redes sociais oferecem formatos específicos para negócios. O Facebook, por exemplo, lançou uma função que permite compra e venda de artigos por meio de anúncios. Já o Instagram, que bateu a marca de 1 bilhão de usuários ativos este ano, possui a opção Shopping, recurso que permite compras de produtos que aparecem na linha do tempo dos usuários.

O Instagram é a rede social considerada mais influente para publicidade. Segundo a CreatorIQ, plataforma de software de marketing de influência, a rede veicula mais de 2 milhões de anúncios por mês, grande parte no formato stories (vídeos curtos que ficam disponíveis por 24 horas).

A criação de um conteúdo dinâmico e interessante é o fator chave para a transformação das redes sociais em ferramentas de venda. Prova disso é a grande onda de influenciadores que ganharam a confiança do público e agora faturam divulgando marcas pelo Instagram.

A pesquisa “ROI & Marketing de Influência 2019” feita pela YOUPIX mostra que, em dois anos, o investimento neste tipo de publicidade cresceu em 19 pontos percentuais e que 68% das empresas considera a utilização de influenciadores para o marketing de suas marcas estratégico para seu negócio.

Mas, utilizar o Instagram da melhor forma não significa necessariamente investir uma fortuna em influenciadores. As funcionalidades do aplicativo geram infinitas formas de aproveitamento para empresas, principalmente em um período em que as vendas pela Internet estão crescendo.

A pesquisa TG.Net da Kantar IBOPE Media, que aborda os hábitos dos internautas, aponta que a população brasileira gasta em compras online por volta de R$ 661,00 a cada três meses. Os dois perfis de consumidores ouvidos no estudo – os “empolgados”, que realizam compras por impulso, e os “conscientes”, composto por um público mais conservador – dão preferência para dispositivos móveis na hora de comprar, deixando de lado notebooks e computadores.

Esses dados apontam a necessidade de ir além das lojas virtuais e começar a explorar as opções de comercialização das redes sociais, já que é onde o público está cada vez mais ativo. Utilizar o Instagram a favor da sua marca pede criatividade e estratégia para criar narrativas diferentes, de forma que o público – que hoje procura empresas inovadoras que saibam se posicionar – se interesse.

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08mar
Varejo paulista cresceu 5,3% em 2018, com destaque para o setor de casa e decoração
Economia

As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo atingiram R$ 69,8 bilhões em dezembro, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2017. Trata-se da maior cifra para um mês de dezembro desde o começo da série histórica, em 2008. No ano passado, o faturamento real do setor aumentou 5,3%, o que representa um montante de R$ 34,2 bilhões a mais do que o obtido no período de janeiro a dezembro de 2017.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Das nove atividades pesquisadas, oito registraram expansão em seu faturamento real no comparativo anual, com destaque para os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (7,8%) e supermercados (5,3%). Juntos, contribuíram para o resultado geral com 2,4 pontos porcentuais (p.p.).

As lojas de móveis e decoração tiveram crescimento de 12,9% em dezembro de 2018 quando comparado ao mesmo mês do ano anterior e subida de 11,4% no acumulado nos últimos 12 meses.

Conforme previsão da FecomercioSP, dezembro foi o melhor mês de toda a série histórica, iniciada em 2008. Assim, o varejo paulista encerrou 2018 com elevação das taxas anuais nas 16 regiões do Estado e em todas as atividades pesquisadas. Foram destaques no desempenho das vendas os segmentos de bens duráveis, móveis e eletrônicos e eletrodomésticos, com crescimento médio de 7%, enquanto os outros grupos registraram em torno de 4% de aumento.

Segundo a Federação, os dados apontam que as famílias não estão comprando somente o essencial, mas também voltaram a adquirir objetos domésticos – que sofreram queda de até 45% no período de instabilidade. Resultado do bom momento nas variáveis econômicas, como recuperação do emprego, juros mais baixos, inflação controlada, entre outros. Além disso, nos últimos dois anos, foi consolidado o ciclo de recuperação da crise que houve entre 2014 e 2016, visto que a última queda mensal registrada pelo comércio paulista foi em novembro de 2016.

Expectativa

Para a Entidade, o ambiente econômico está positivo e tende a melhorar em 2019 com os encaminhamentos e as aprovações das principais reformas, como a da Previdência e a Tributária, que devem contribuir para o ajuste das contas públicas e para a inflação mais controlada. Dessa forma, o mercado será alavancado por investimentos externos e internos, dando continuidade à abertura de crédito e ao aumento do consumo.

Contudo, a FecomercioSP orienta o empresário a ter mais atenção ao período de discussão desses projetos políticos, pois pode influenciar na alta do câmbio, elevando os preços dos produtos e, consequentemente, a inflação. Por isso, enquanto as reformas não forem aprovadas, é preciso ter ainda mais controle de fluxo de caixa, estoques, receitas e despesas.

Capital paulista

Em dezembro, as vendas do varejo na capital paulista registraram alta de 3,2% em relação ao mesmo mês de 2017, atingindo R$ 22 bilhões, a segunda maior cifra para um mês de dezembro desde 2008. Em 2018, a elevação foi de 4,1%, o que representa um incremento de R$ 8,5 bilhões em comparação ao apurado entre janeiro e dezembro de 2017.

No mês, todas as nove atividades pesquisadas obtiveram expansão em seu faturamento real no comparativo anual, com destaque para os grupos de lojas de materiais de construção (9%) e supermercados (4,4%) Juntos, contribuíram para o resultado geral com 1,9 pontos porcentuais (p.p.).

Participe da primeira edição da ABCasa Natal & Festas, promovida pela ABCasa – Associação Brasileira de decoração, artigos para casa, decoração, presentes, utilidades domésticas, festa e flores – representante oficial do setor. A feira será realizada de 30 de maio a 2 de junho, no Pavilhão Anhembi. A Natal & Festas te colocará em contato com as maiores empresas do segmento, além de revelar as principais tendências e lançamentos do país e do mundo. A estrutura terá o mesmo padrão de atendimento e serviços da ABCasa Fair. Saia na frente e faça o seu credenciamento agora mesmo pelo site https://abcasanatalefestas.com.br/credenciamento/.

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