A arte da mesa posta: um ponto essencial de recepções

Por Chris Campos

Festejar nunca sai de moda. Tem sempre gente disposta a se casar, a comemorar mais um ano de vida, a presentear o filho com uma festinha inesquecível ou simplesmente reunir os amigos em torno de uma mesa de almoço cheia de bossa ou em um jantarzinho gostoso regado a vinho, com a promessa de muitas risadas.

Gosto de pensar que festa é a intenção de celebrar o que quer que seja de uma maneira diferente do que você faria em um dia comum. Duas pessoas para jantar? Festa! Vinte pessoas em casa, tapete enrolado num canto e música animada rolando? Festa com certeza. Duzentas pessoas em um salão? Muita festa, claro!

Levando em conta que temos um consenso – festejar é preciso, sempre –, vamos falar sobre mesas decoradas? Esse é um assunto que eu adoro. Sério, acho que uma mesa vestida para festa é uma das coisas mais deliciosas para começar qualquer celebração. É uma sensação quase infantil a de se deparar com uma mesa de doces abarrotada de delícias ou sentar-se à mesa com os amigos tendo como elo de ligação a louça bonita, os guardanapos de tecido caprichosamente dobrados, as taças cintilantes, as flores, as velas, as frutas…

Sempre que inicio a arrumação de uma mesa penso na intenção daquela reunião de pessoas. O que as deixaria felizes, confortáveis, com vontade de ficar por ali bem mais do que tempo regulamentar do almoço ou do jantar? E mesa de brunch? Uma delícia completa encarar poucas horas antes do almoço aquela profusão de tortas, saladas, bolos, frutas e drinks refrescantes.

Tenho visto umas mesas lindas por aí, decoradas com galhos, folhagens, utilitários de madeira, coisa mais linda… Aliás, segue firme e forte a tendência das mesas de inspiração escandinava, aquelas que parecem saídas de um filme romântico rodado na Finlândia, em uma tarde de verão, sabe? Praticamente uma ideia fixa nos destinos de busca mais procurados da web e que parece ainda ter muito fôlego para resistir. Em comum, essas mesas todas têm os tons da natureza: folhagens misturadas com lascas de troncos, com arranjos despojados de flores (sabe quando você vai até o jardim e faz um buquê misturando um pouco de tudo que encontra pela frente?), frutas espalhadas pela mesa, assim, como se alguém as tivesse esquecido acidentalmente por ali.

Para compensar tanta singeleza, louças poderosas, taças de cristal, mesas de jantar com o tampo de madeira rústica aparente e, eventualmente, um tecido de linho – tudo deslumbrante, mas, à primeira vista, muito simples e 100% inspirador.

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