Coronavírus: Full Fit se reinventa e confirma adaptação ao novo cenário

A quarentena imposta pelas autoridades como forma de impedir a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) mudou profundamente o cenário da economia mundial. No Brasil, milhares de empresas encerraram suas atividades, enquanto outras ainda lutam para conseguir manter seus negócios. Por outro lado, há inúmeros empresários que conseguiram resistir ao choque e ainda têm vivenciado boas experiências no período da pandemia.

Fundada em 1967, a Full Fit, importadora e distribuidora de utilidades domésticas, presentes finos, acessórios de bar e vinho, objetos de decoração e produtos profissionais de food service, é um exemplo de empresa que viu na crise uma oportunidade para se reinventar.

Mesmo antes de o governo estadual decretar oficialmente a quarentena, a empresa já tomou uma importante medida preventiva, colocando toda a sua equipe de escritório em modo home office. Com a boa adaptação ao sistema de trabalho remoto, teve a calma necessária para planejar a retomada. A Full Fit estudou diversos modelos e optou por seguir um semelhante ao do Instituto Weizmann.

“Neste formato, os colaboradores trabalham presencialmente em escala 5×9, ou seja, cinco dias na empresa e nove dias em casa. Assim, o funcionário tem um tempo trabalhando na empresa e depois um período em casa para observar se está com algum sintoma da doença”, explica o gerente de Marketing da Full Fit, Paulo Fainzilber.

A equipe do centro de distribuição foi reduzida e dividida em dois times, com escala alternada de trabalho, visando evitar a aproximação física entre os integrantes. Além disso, todos os colaboradores receberam equipamentos de proteção individual (EPI), inclusive para os seus familiares, e fizeram o teste de Covid-19. Funcionários de fornecedores com visitas constantes à empresa também foram submetidos à testagem.

Poucos dias antes da reabertura do prédio, no dia 15 de junho, outros testes RT-PCR para diagnóstico de Covid-19 foram realizados em todos os colaboradores, sendo liberados para retornarem ao trabalho nas dependências da empresa somente aqueles que apresentaram resultado negativo. Também é feita diariamente a medição da temperatura corporal antes do início do expediente. Se estiver acima de 36 ºC, o colaborador volta para casa e faz novamente o teste, sendo este custeado pela empresa.

A Full Fit ainda investiu no upgrade de banda larga para as casas de colaboradores onde a conexão à internet não era suficiente para acompanhar as demandas do trabalho em sistema home office. “Também demos a cada departamento um projeto de melhoria para ser implementado durante a pandemia. Isso nos ajudou a engajar os nossos colaboradores, a otimizar processos e está tornando a empresa mais profissional e eficiente”, ressalta Fainzilber.

Outra campanha, a “Paperless”, surgiu da experiência do trabalho em home office. Estando em casa, os colaboradores usaram muito menos papel. Pensando nisso, a empresa agora estimula esse comportamento em suas dependências, a fim de que todos evitem o uso desnecessário de papel. A iniciativa tem obtido bons resultados e o objetivo é dar continuidade, mantendo o que for possível no modo digital.

Segundo Paulo Fainzilber, os principais vetores da retomada bem-sucedida das atividades foram o investimento em tecnologia feito desde o início da pandemia e o constante acompanhamento de cada colaborador em relação ao seu contexto familiar e pessoal, avaliando os impactos do período atual na vida de cada um. “Baseados nesta experiência, estamos preparados para seguir na escala 5×9 até quando for necessário, sem limite de data, uma vez que a empresa está operando a pleno vapor, de forma perfeitamente adaptada ao cenário”, destaca o gestor.

A Full Fit também procurou cumprir o seu papel social unindo-se a outras empresas e institutos de pesquisa no Projeto Gama, que tem como objetivo produzir e doar face shields (escudos faciais de proteção) a médicos e enfermeiros de todo o Brasil. A meta é entregar 275 mil máscaras, sendo que até agora já foram entregues 144.856 unidades, o que equivale a 52% da meta.

“Além disso, colocamos mais de mil produtos em promoção ao mesmo tempo. Essa quantidade de itens a preços promocionais é histórica e proporcionou aos nossos clientes lojistas a possibilidade de fazer um bom faturamento a um custo baixo”, finaliza Fainzilber.

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